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TERREMOTO NA ITÁLIA
Bombeiro trabalha nas ruínas de uma casa que desmoronou após o terremoto em Amatrice, na Itália, na quarta (24) (Foto: Reuters/Stefano Rellandini)
Foto G1

Quase 8 mil pessoas foram atendidas pela defesa civil italiana após o forte terremoto de magnitude 6,6 atingiu a região central da Itália neste domingo (30), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Não houve mortos mortos, mas dezenas de pessoas ficaram feridas sem gravidade, segundo o chefe da Defesa Civil italiana, Fabrizio Curcio.
O tremor causou o colapso de mais construções e igrejas históricas em pequenas cidades e vilarejos atingidos por tremores nos últimos dias. 
O sismo derrubou construções em diversos lugares na região central do país, que já havia sofrido um tremor na quarta-feira (26). A Proteção Civil italiana afirmou que o terremoto foi sentido do norte ao sul do país, de Bolzano, próximo à fronteira do país com a Áustria, à região de Puglia, no extremo sul. O tremor ocorreu às 7h40 do horário local (4h40 do horário de Brasília) e provocou medo entre a população da região de Úmbria, segundo a agência de notícias EFE. Uma transmissão ao vivo mostrou o colapso de uma igreja no centro de Norcia, uma cidade de 4 mil habitantes perto de Perugia, de acordo com a Reuters.
Em Norcia, a Basílica de San Benedetto, construída no século XIV, ficou parcialmente destruída. Segundo a lenda, foi construída sobre o local de nascimento de São Bento, fundador da Ordem Beneditina, nascido em 480. O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, prometeu reconstruir casas e igrejas destruídas pelo abalo.
Norcia está na região que já havia sido afetada por outro forte terremoto, de magnitude 6,2, que deixou 300 mortos. Na ocasião, também foram fortemente atingidos os municípios de Amatrice, de 2 mil habitantes, e Accumoli, de 700.Neste domingo, em Amatrice, cidade que pagou o preço mais alto durante o tremor de agosto, com mais de 250 mortos, foram registrados apenas "poucos feridos", segundo o prefeito de Amatrice, Sergio Pirozzi. "Nenhum morto e esta é uma boa notícia", disse a uma rádio.Fonte: G1
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RENAN FAZ BALANÇO SOBRE DECISÃO DO PLENÁRIO EM RELAÇÃO A DELCÍDIO AMARAL 

Ao final da sessão extraordinária desta quarta-feira (25), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez um balanço da decisão dos senadores em votar, de maneira aberta, a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de prender, de forma cautelar, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. De acordo com Renan, o plenário derrubou o voto secreto para os casos de prisão de senador.

De acordo com o Regimento Interno do Senado Federal, no artigo 291, seria secreta a votação quando o Senado tivesse que deliberar sobre “prisão de senador e autorização da formação de culpa, no caso de flagrante de crime inafiançável (Const., art. 53, § 2º)”. Vários senadores entraram com mandado de segurança no STF, acolhido pelo ministro Edson Fachin, para que a votação fosse aberta. Porém, antes mesmo da manifestação de Fachin, o plenário havia decidido por 52 votos favoráveis e 20 contrários, pela votação aberta.

“O voto secreto, em algumas circunstâncias, e, nessa, o Regimento falava claramente, ele é defendido para proteger o parlamentar, para garantir a sua independência, para que ele vote de acordo com a sua consciência, porque há uma evidente pressão. Nós já avançamos com relação à ampliação das modalidades [de voto aberto], esta não estava incluída. Mas, hoje, por deliberação da maioria do plenário do Senado Federal, ela passa a ser incluída, antes mesmo da decisão do Supremo Tribunal Federal”, esclareceu Renan. Perguntado sobre se esse entendimento seria aplicado sempre que situações semelhantes acontecessem, o presidente do Senado respondeu que "o Regimento é um conjunto de regras que o Parlamento aprova para organizar melhor os trabalhos do Parlamento. A qualquer momento a maioria pode revogar o Regimento. Então, hoje, pela maioria dos senadores e das senadoras, foi revogado o dispositivo do Regimento que dizia que essa votação não era secreta”.

“Esse talvez tenha sido o dia mais doloroso do Congresso Nacional, do Senado, especificamente. Mas nós fizemos a nossa parte, cumprimos a Constituição, e rapidamente a Constituição manda que o Supremo dê as informações em 24 horas, e, rapidamente, nós decidimos. O resultado foi a manutenção da decisão do Supremo Tribunal. É evidente que um assunto como esse, que, pela primeira vez, acontece na República, ele acaba tendo divergências”, avaliou Renan ao deixar a sessão. O presidente do Senado voltou a defender a independência do STF. “O que estava em discussão não era se a gravação continha ou não crime, porque cuidar disso significava invadir a competência do Supremo Tribunal Federal, o que estava em discussão era se poderia haver a prisão preventiva de um congressista no exercício do mandato sem a caracterização do que a Constituição exige”, explicou Renan.

“A separação dos Poderes, o equilíbrio entre os Poderes é uma coisa fundamental para a democracia. Quando o arquiteto fez a praça dos Três Poderes [monumento de Brasília], ele não botou nenhum Poder no meio, no centro. Nem o Legislativo, nem o Executivo, nem o Judiciário, ele colocou um em cada lado. É esse equilíbrio que nós precisamos manter, porque, fundamentalmente, a democracia depende desse equilíbrio”, defendeu Renan.

Sobre os desdobramentos, seja no Conselho de Ética do Senado ou junto ao Judiciário, sobre o caso do senador Delcídio do Amaral, Renan Calheiros disse que nada lhe compete. “Não sou eu que devo decidir. Em relação ao que vai acontecer, o andamento judicial, isso é o Supremo que vai dizer”, informou.

Fonte: Senado Federal 

 


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